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O que é Teranóstico?

Na Medicina Nuclear, o termo teranóstico implica na união do diagnóstico por imagem e da terapia usando a mesma molécula ou moléculas muito similares, que são radiomarcadas com radionuclídeos emissores gama (γ) ou de pósitrons (β+) para diagnóstico, ou com radionuclídeos emissores beta negativos (β-) ou alfa (α) para terapia. Assim, esses agentes podem ser usados tanto para imagem quanto para terapia.

Além disso, diferentes isótopos do mesmo elemento, por exemplo, o iodo-123 (emissor gama) e o iodo-131 (emissor gama e beta negativo), também podem ser usados para fins teranósticos. No teranóstico, a administração do radiofármaco marcado com um radionuclídeo para diagnóstico permite a aquisição de imagens e o cálculo dosimétrico, garantindo a visualização direta de tecidos tumorais e normais, além de determinar a probabilidade de um tratamento posterior com um radionuclídeo terapêutico ser efetivo.

Ao contrário da radioterapia externa, não há dose planejada entregue a uma determinada área em terapia radionuclídica, com a dose dependendo unicamente da atividade administrada e do comportamento farmacocinético do traçador.

Um dos pares teranósticos que mais tem se desenvolvido nos últimos anos é o 68Ga/177Lu, devido a suas características físico-químicas semelhantes. Tem havido um crescente interesse também pelo uso de abordagem teranóstica no câncer de próstata, um dos tipos mais comuns de cânceres e o mais prevalente em homens, especialmente naqueles acima dos 65 anos. Com o advento do PSMA que, quando ligado ao 68Ga, permite a visualização de receptores específicos para esse tipo de câncer, há um grande potencial para realização da terapia utilizando a mesma molécula, porém marcada com 177Lu, de acordo com as necessidades individuais de cada paciente.