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Novo Tratamento para Câncer de Pele

Por Dra Alice Viana

De acordo com o INCA, o câncer de pele não melanoma é o mais frequente no Brasil e corresponde a cerca de 30% de todos os tumores registrados no país. Em 2018, a estimativa era de 165.580 novos casos no Brasil, sendo homogêneo em homens e mulheres (85.170 para 80.140). Seus subtipos apresentam altos percentuais de cura, se forem detectados e tratados precocemente. É mais comum em pessoas com mais de 40 anos, mas a média de idade dos pacientes vem diminuindo. Pessoas de pele clara, sensíveis à ação dos raios solares, com história pessoal ou familiar deste câncer ou com doenças cutâneas prévias são as mais atingidas. Atualmente os tratamentos são: cirurgia, radioterapia, quimioterapia, estes tratamentos podem ser associados ou não.  Muitas vezes, quando o paciente não busca tratamento precocemente, a cirurgia pode deixar mutilações bastante expressivas.

Um tratamento inovador para o câncer de pele não melanoma vem sendo usado na Europa desde 2014. Ela usa um nanocoloide que contém o radioisótopo Rênio-188. A experiência de uso demonstrou que o uso da radiação é um substituto da cirurgia, principalmente as com resultado estético desfavorável. Sua principal vantagem reside na possibilidade de aplicação em todos os tipos de câncer de pele não melanoma, sem restrição por local, dimensão, ou a situação clínica do paciente. É um tratamento rápido (30 – 180 min) geralmente realizado em uma única sessão de tratamento, sem desconforto e que não mutila o paciente.

Imagens cedidas por Cipriani, C-S Hospital S. Eugenio.